DICAS: Mala de mão chega?

Até hoje, nenhuma das nossas viagens incluiu mais que uma mala de mão. Nas viagens que a Marisa já fez anteriormente, apenas uma pequeníssima percentagem (menos de 5%) incluiu mala de porão.

“Mas foram tudo viagens curtas”, podes dizer tu. Nem por isso. No caso da Marisa, uma delas foi uma viagem de 10 dias pela Europa de Leste em pleno inverno e sim, não foi necessária qualquer mala de porão!

A mala de mão é suficiente para grande parte das viagens. Desde que, claro, não se queira levar a casa atrás! É tudo uma questão de definir o tipo de viagem que vais fazer e saber fazer a mala. Nesta última é que está o verdadeiro segredo.

bagagens

Assim que a viagem se aproxima começa a crescer em nós um pânico miudinho porque há que fazer a mala. Depois o pânico vai crescendo à medida que vamos buscar a mala ao armário e a abrimos. Olhamos para o guarda-fatos ou cómoda, para as sapatilhas, sapatos e chinelos aos nossos pés, e apercebemo-nos que cometemos o erro tremendo de não comprar uma mala de porão.

Calma. Estamos cá para ajudar 🙂

Na nossa viagem a Londres, voamos com a EasyJet. Como provavelmente já deves saber, a EasyJet apenas permite uma peça de mala de mão por pessoa. Significa que não tínhamos direito a mais uma mochila como é, por exemplo, política da Ryanair e da TAP. Quer isto dizer que íamos voar para uma cidade que, durante aqueles dias, ia ser mais chuvosa e fria, o que se traduz na “obrigatoriedade” de levar casacos, sweats e outro tipo de roupa mais quente.

Ainda assim, a nossa bagagem total foi apenas uma mala de mão e uma mochila para as duas. Como conseguimos?

A Marisa é mais calorenta, a Luciana mais friorenta. Ou seja, a Marisa dá-se muito bem com uma t-shirt para cada dia e um casaco mais quente por cima. Já a Luciana precisa de mais alguma roupa para se sentir confortável. E embora viajemos sempre com o intuito de o fazer pelo menor custo possível, não abdicamos de conforto, por isso tínhamos que levar roupa suficiente e até de sobra, se fosse preciso.

Na famosa “mala trolley“, sensivelmente metade foi preenchida com: 5 t-shirts para a Marisa, 1 sweat de primavera (só para o caso), 1 par de calças, roupa interior. Sim, tudo isto ocupou apenas metade da mala. O resto foi preenchido com algumas roupas mais grossas da Luciana e a nossa mochila Decathlon, que usamos para o dia-a-dia. A mochila já levava, no interior, um adaptador de tomada, o selfie stick, carregador de telemóvel e a carteira.

A Luciana levou uma mochila mais pequena (do tamanho daquelas mochilas de escola, sensivelmente). Nessa mochila havia roupa mais fina, a roupa interior, acessórios de telemóvel, uma prendinha para mim (vim eu a descobrir depois!) e a documentação de viagem. A mochila ia mais cheia que o trolley, o que é natural. Os casacos levamo-los na mão.

Nisto tudo, ainda havia espaço para trazer souvenirs.

Como é que organizamos tudo para que a mala não explodisse? É mais simples que o que se pensa!

Há já bastantes vídeos online sobre como se pode poupar espaço na mala de mão, por isso é uma questão e se perder uns minutos a ver um ou dois. Nós já temos a nossa própria logística:

  • Roupa interior é a última coisa a ser colocada na mala. É a melhor forma de preencher espaços vazios e de não deixar que ocupe espaço precioso para outras peças;
  • Calças devem ser enroladas e não dobradas. Imaginem um rolo de cozinha; é assim que as vossas calças devem ficar 😛 e colocam de forma a que fique na horizontal quando a mala está levantada;
  • Sweats podem também ser enroladas, mas acabam por ocupar mais espaço. Normalmente, deixamos as sweats para último para ver quanto espaço fica a sobrar e como as podemos dobrar. Se realmente a quiserem levar e parecer que não há espaço, não se preocupem. Simplesmente coloquem as calças em rolo dentro da sweat e enrolam também a sweat. Dois em um 🙂
  • T-shirts podem ser enroladas ou dobradas até que forem um quadrado pequeno, não maior que uma máquina de calcular. São super maleáveis, o que nos proporciona uma panóplia de opções para as colocarmos na mala. É das partes mais simples;
  • Produtos de higiene devem estar dentro de um saco de plástico, preferencialmente com medidas que não ultrapassem os 20cmx20cm exigidos na grande maioria dos aeroportos. Aqui devem colocar todos os líquidos que não ultrapassem 100ml. São permitidos 10 frascos por pessoa. Deixem esta opção para bolsos extra que tenham na mala, se possível da parte de fora. Assim é mais fácil retirar na chegada ao aeroporto. Escovas de dentes e escovas de cabelo devem ser colocadas em espaços livres na mala, fora do saco de plástico onde colocaram os restantes líquidos;
  • Os souvenirs podem (e devem) estar o mais protegidos possível. A nossa sugestão é que uses a roupa que suja para os “embalar” e coloques tudo o que pode partir na parte mais central da mala. Não convém que esteja muito para cima, nem muito para baixo. Encontra o ponto central que faça com que os presentes possam estar devidamente acomodados e não tenham margem para se mexer ou partir;
  • A roupa suja é, na grande maioria das vezes, a pior coisa para acomodar. Esvazia a mala toda, se for necessário, e volta a refazer. Deixa simplesmente as peças de roupa suja mais para baixo na mala ou como elemento protetor de tudo o que possa partir. O que costumamos fazer é enrolar t-shirts até que formem uma espécie de cilindro não maior que o cartão de um rolo de papel higiénico. Ocupa muito pouco espaço e é uma excelente forma de distinguir o que já foi usado do que não foi, especialmente quando voltamos a casa cansados e só queremos deitar tudo para lavar sem pensar muito 🙂

E que tal organizadores de malas?

Ajudam sim, acho que ninguém pode dizer o contrário. No entanto, tendo já feito algumas viagens sem eles, não vemos a mais valia em gastar mais dinheiro em organizadores. Mesmo os sacos de plástico para líquidos estão facilmente acessíveis, a custo zero, na grande maioria dos aeroportos.

Tens mais dicas para dar? Deixa-nos a tua sugestão nos comentários 🙂

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